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Massagem para tratar a dor

Autor: Dra. Maiara S. Pimentel,   Data Criação: quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020    

Boa parte da população mundial sofre com dores. Sentir dor é um alerta natural, um aviso de que algo não vai bem no nosso corpo. Em algumas situações, porém, essa manifestação se torna persistente, comprometendo a qualidade de vida. De forma resumida, podemos dizer que a dor aguda, consequência de um trauma ou doença, é aquela que dura menos de três meses. Quando o sintoma supera esse tempo transforma-se em dor crônica. Aí, a dor deixa de ser sinal e vira, ela mesma, problema, prejudicando o trabalho, as atividades diárias, a independência e a vida familiar e afetiva.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, traz dados alarmantes sobre a situação em nosso país. Ela indica que 37% da população sofre de dor crônica. As dores mais recorrentes aqui são nas costas (as lombalgias), de cabeça e aquela relacionada ao câncer.

Em meio a esse cenário, em que muitas pessoas ficam desassistidas, existe a possibilidade de explorarmos ainda mais o potencial das chamadas práticas integrativas e complementares a fim de controlar ou minimizar as dores. Falamos de técnicas que visam reequilibrar corpo e mente do indivíduo, suavizar sintomas e devolver qualidade de vida.

No contexto da dor, vamos citar aqui os efeitos e as aplicações da massagem terapêutica, que pode ser definida como a manipulação manual dos tecidos moles do corpo para aprimorar a saúde e o bem-estar em geral. A massagem terapêutica não deve ser confundida com uma massagem relaxante comum.

Existem pesquisas com essa terapia em pelo menos seis tipos de dor:

  • Dor lombar: o desconforto nas costas é a queixa mais comum da população. Já existem evidências de que a massagem terapêutica não só diminui a dor no local, mas também reduz a incapacidade decorrente dela e alivia a ansiedade e a depressão entre quem tem o problema.
  • Fibromialgia: trabalhos científicos indicam que a terapia com massagem pode integrar o tratamento dessa síndrome, marcada por dores espalhadas pelo corpo. Além de reduzir a dor em si, observa-se a diminuição de fadiga e rigidez, bem como ganhos ao bem-estar mental.
  • Dor pós-operatória: esse tipo de incômodo após uma cirurgia pode complicar a recuperação, prolongar a permanência no hospital e ainda interferir no retorno do paciente às atividades do cotidiano. Já temos bons indícios de que a massagem terapêutica diminui a intensidade e a frequência da dor nessas circunstâncias.
  • Dor de cabeça: a massagem se destina particularmente às dores do tipo tensional. Estudos revelam que essa abordagem minimiza a percepção, a frequência, a duração e a intensidade da dor.
  • Artrite e artrose: pesquisas apontam que sessões de uma hora de massagem sueca (uma das variações da massagem terapêutica) uma vez por semana trazem melhoras significativas a pessoas com o desgaste no joelho. A massagem melhora a mobilidade e a dor nos membros.
  • Dor no câncer: a massagem terapêutica é vista de forma promissora no controle da dor, da fadiga e da ansiedade em pessoas com câncer.

Dentro do conceito atual de tratar de forma cada vez mais integrada o paciente, devemos prestar atenção nas descobertas da ciência e pensar em alocar melhor recursos tendo em vista o bem-estar do indivíduo. Nesse sentido, a manipulação do corpo, em paralelo a um trabalho com as condições emocionais, soma pontos valiosos à recuperação e à manutenção da qualidade de vida.

Fonte: https://saude.abril.com.br/

Foto: info

  Tags: #Fisioterapia #Massagem #Dor  


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